Vereadores cumprem agenda na 13ª Coordenadoria de Saúde para viabilizar maior agilidade nos atendimentos
O encontro teve como objetivo levar as demandas e questionamentos referentes à atendimentos nas áreas de cardiologia, vascular, traumato/ortopedia e oncologia.
PUBLICADO EM 14/06/2023 - 17:50

Na manhã desta terça-feira (13), os vereadores Alan Wagner (PSB), Ginevra da Silveira (PSB), Jaira Diehl (PTB), Alexandra Bini (P), Cristina Rohde (PSDB) e Cezar Pohlmann (MDB), estiveram em reunião na 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, em Santa Cruz do Sul, com a coordenadora Mariluci Reis e sua equipe.

O encontro teve como objetivo levar as demandas e questionamentos referentes à demora e espera de pacientes para atendimentos principalmente nas áreas de cardiologia, vascular, traumato/ortopedia e oncologia.

Os municípios pertencentes à 13ª Coordenadoria são Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz e alguns são referência em uma determinada área da saúde.

Conforme os vereadores, atualmente alguns casos estão em lista de espera na área oncológica desde 2022, porém, há uma Lei Federal que trata que o acesso à oncologia deve ser no prazo de 60 dias e isso não vem sendo cumprido hoje pelo Estado.

Nos casos de traumatologia, o Artigo 14, da Resolução Nº 383/22 – CIB/RS prevê que pacientes de média e alta complexidade estejam em cirurgia em até 30 dias, sendo o ideal até 15 dias, o que também está em déficit.

Presentemente, o funcionamento é via regulação estadual, na plataforma de Gerenciamento de Consultas – GERCON, em que o paciente é cadastrado e entra para a fila única do Estado e em lista de classificação de prioridades. Porém, há casos que tem aguardado muito tempo ou não são chamados, na medida em que deveria acontecer.

Com relação à classificação, são categorizadas como urgência e emergência e, visam avaliar e identificar os pacientes que necessitam de atendimento prioritário, de acordo com a gravidade clínica, potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento, e que também tem um prazo estabelecido para a realização desses atendimentos e não estão sendo cumpridos para Candelária, segundo os vereadores.

As necessidades em termos desta classificação são determinadas pelos médicos e a cada realização de novas consultas médicas, os dados devem ser atualizados no GERCON pela Secretaria Municipal de Saúde, desde que o paciente leve ao órgão responsável. A coordenadora explicou ainda que, “enquanto o paciente não for chamado para ser atendido pela especialidade que necessita, o mesmo deve ficar vinculado à atenção básica do município de origem”.

Outro ponto destacado por Reis é com relação aos repasses para os hospitais, que não tem sido suficiente para que atendam a demanda quantitativa de pacientes, “o recurso é finito e o Hospital Santa Cruz, por exemplo, é referência em Traumato de alta complexidade tanto para a 13ª quanto para a 8ª e os recursos, além de atender ambas as regiões, também são divididos entre urgência e emergência”, esclareceu.

Os vereadores argumentaram que, na medida em que os pacientes os procuram, os mesmos estão auxiliando pela via judicial para a maior agilidade dos atendimentos, pois, muitos casos, que se enquadrariam na classificação de urgência e emergência, já estão aguardando a um tempo maior do que o garantido pela legislação.

O próximo passo será uma reunião entre os membros do Legislativo e a Secretária Municipal de Saúde, Grazieli Priebe, para identificar quais melhorias podem ser implantadas neste sentido no município e haja uma maior agilidade no andamento dos atendimentos.

Por Maieve Soares

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