Capitã da Brigada Militar fala sobre violência contra mulher na Câmara de Vereadores
Bruna Simon apresentou dados relativos aos anos de 2024 e 2025 do município de Candelária.
PUBLICADO EM 25/03/2025 - 10:37

A violência contra a mulher é um problema grave e abrangente que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. O assunto pertinente e atual foi falado na tribuna da Câmara de Vereadores na Sessão Ordinária desta segunda-feira (24), pela capitã da Brigada Militar, Bruna Simon, que esteve acompanhada do sargento, Adriano Afonso Krug, a pedido da presidenta, Jaira Diehl (P).

Este tipo de violência se manifesta de diversas formas e pode ocorrer em diferentes contextos, incluindo no ambiente familiar, no trabalho e na sociedade em geral, através de qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause dor, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública ou privada.

A violência contra a mulher é frequentemente enraizada em desigualdades de gênero, normas culturais e sociais que perpetuam a discriminação e a dominação masculina. Fatores como a falta de educação, pobreza e a normalização da violência nas relações interpessoais também contribuem para a sua ocorrência.

Os tipos de violência são, a física, a psicológica, a sexual, a patrimonial e a moral e em muitos países têm leis específicas para proteger as mulheres da violência, como a Lei Maria da Penha no Brasil, que estabelece medidas de proteção e punição para agressores. Essas leis visam garantir que as mulheres tenham acesso à justiça, proteção e apoio.

Conforme dados apresentados por Simon, em 2024, foram registradas 125 ocorrências no âmbito da Lei Maria da Penha em Candelária. 60 dessas ocorrências foram atendidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Sul e 65 foram atendidas na Delegacia de Polícia de Candelária.

Os dados de 2025 já são alarmantes, pois, de 1º de janeiro até 20 de março, 43 registros foram realizados, 29 deles, dentro do perímetro urbano, somando 67,5% e 14 em áreas rurais do município, totalizando mais 32,5%.

No ano de 2024, 72 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado do Rio Grande do Sul e a capitã alertou ainda, sobre os ciclos da violência doméstica, que passa por três fases, que são a evolução da tensão, a explosão e a agressão de fato e por fim, o comportamento gentil e amoroso do agressor.

Outro ponto importante abordado por Bruna, foi com relação de quem pode vir as agressões, majoritariamente, de pessoas próximas ou familiares, como o marido/namorado, pai, irmão ou neto, por exemplo.

A conscientização sobre a violência contra a mulher é fundamental para combatê-la. Isso inclui educar a sociedade sobre os direitos das mulheres, promover a igualdade de gênero e encorajar as vítimas a buscar ajuda. Organizações não governamentais, campanhas de sensibilização e programas educacionais desempenham um papel crucial nesse processo.

A Câmara de Vereadores conta com a Frete Parlamentar de Defesa das Mulheres, que é composta pelas vereadoras, Jaira, Cristina Rohde (P) e Ginevra da Silveira (PSB). Em suas falas, foi unanime o reforço com relação a luta da violência contra a mulher e que é um esforço coletivo que envolve a sociedade como um todo, incluindo a atuação dos Poderes constituídos.

Lembrando que, é fundamental que todos se unam para criar um ambiente seguro e respeitoso para todas as mulheres. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando essa situação, é importante buscar apoio e ajuda.

 

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