Na tarde de quarta-feira, 23, a Câmara de Vereadores de Candelária fez jus ao título de “Casa do Povo” ao receber uma importante reunião promovida pela Emater/RS-Ascar. O encontro teve como objetivo apresentar e esclarecer dúvidas sobre o Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha — a chamada Operação Terra Forte.
Voltada a agricultores familiares com o CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) ativo, a iniciativa busca incentivar práticas que aumentem a produtividade e fortaleçam a resiliência dos solos diante de eventos climáticos extremos, como estiagens e enchentes.
O plenário 7 de Julho ficou completamente lotado para acompanhar a exposição conduzida pelo chefe do escritório local da Emater, Sanderlei Pereira, e pelos extensionistas Sabrina Schünke e Vagner Moro. Durante a apresentação, foram explicados os critérios, prazos e possibilidades de uso dos recursos disponibilizados pelo programa, com espaço para perguntas e diálogo com o público.
Representando o Legislativo, a presidente da Câmara, vereadora Jaira Diehl, destacou a importância da agricultura familiar para a economia local e regional. “Diante de tantas adversidades climáticas, seja a estiagem ou as cheias, gostaria de parabenizar a resiliência de vocês, produtores rurais, que permanecem no campo, fortalecendo a economia de Candelária, do estado e do país”, afirmou.
A Operação Terra Forte é uma ação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, com execução da Emater/RS-Ascar. O programa será financiado pelo Fundo de Reconstrução do RS (Funrigs), com um investimento inicial de R$ 300 milhões em todo o estado.
Embora ainda não tenha sido oficialmente iniciado, o programa deverá ser lançado de forma simultânea em todo o Rio Grande do Sul entre os meses de julho e agosto. A partir do lançamento, os agricultores terão um prazo de 30 dias para se inscrever.
Em Candelária, estão previstos 150 beneficiados nesta primeira fase, com auxílio de até R$ 30 mil por família, totalizando um investimento estadual de pelo menos R$ 4,5 milhões no município. Os recursos poderão ser utilizados para aquisição de insumos como calcário, adubos, sementes, materiais para construção de açudes e cisternas, além de equipamentos como telas e painéis fotovoltaicos, visando à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento da produção.
Além do investimento direto nas propriedades, o programa também prevê o envio de tratores aos municípios participantes, para apoio técnico às ações previstas no plano de recuperação.
Texto: Arthur Lersch Mallmann | AI Câmara