Entre os dias 15 e 18 de julho, uma comitiva da Câmara de Vereadores de Candelária participou do Seminário de Atualização Administrativa promovido pela União dos Legislativos Municipais do Rio Grande do Sul (UVERGS), em Porto Alegre.
O evento teve como foco principal a política agrícola, com destaque para os projetos de lei que tratam da securitização das dívidas rurais, os quais propõem a renegociação dos débitos dos produtores. Também foram debatidos os impactos das mudanças climáticas na agricultura.
Na sexta-feira, 18, o seminário foi encerrado com a construção coletiva da Carta Aberta da UVERGS em Defesa da Securitização, assinada pelas lideranças presentes como forma de pressionar o avanço da pauta no nível federal.
Representaram o Legislativo candelariense a presidente Jaira Diehl, os vereadores Cristina Rohde e Mateus Böck, além dos assessores parlamentares Robson da Silva e Érico Rutzatz.
Durante o seminário, Jaira Diehl destacou a importância da mobilização e lembrou que, na noite de quarta-feira, 16, foi aprovado o texto substitutivo ao Projeto de Lei 1522/2023, de relatoria do deputado Afonso Hamm, que propõe o uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social para refinanciar dívidas.
“Agora começa a segunda etapa, no Senado, e, posteriormente, a sanção do Presidente da República. O povo gaúcho é resiliente: enquanto houver um fio de esperança, há forças para ele se reerguer. Uma nova plantação, uma nova criação de gado... Desistir não está no vocabulário do gaúcho”, afirmou.
Cristina Rohde reiterou as palavras da presidente e ressaltou o papel dos legislativos municipais no apoio aos agricultores. “Nós convivemos com os agricultores e vemos de perto o quanto eles estão lutando. E é nosso dever, também, lutar por eles.”
A presença da Câmara de Candelária no evento reforça o compromisso da instituição com as pautas que impactam diretamente o setor primário. O Legislativo candelariense já havia manifestado esse apoio por meio de duas moções oficiais em favor da securitização das dívidas rurais: a primeira, em fevereiro, proposta pelo vereador Marcelinho D’Ávila, e a segunda, em junho, encaminhada à própria UVERGS — ambas assinadas por todos os vereadores da Casa.