No último final de semana, o Hospital Candelária foi alvo de mais uma polêmica com relação aos atendimentos prestados, envolvendo especificamente o médico pediatra plantonista, que estava exaltado devido ao uso de substâncias ilícitas, sem condições de prestar o atendimento e que acabou sendo detido pela Brigada Militar de Santa Cruz do Sul por tráfico de entorpecentes.
No início de 2023 outro acontecimento na casa de saúde levou a formação de uma comissão representativa formada pelos vereadores Alan Wagner (PSB), Ginevra da Silveira (PSB), Alexandra Bini (P) e Jorge Willian Feistler (PTB) que entregaram um dossiê com relatos de pacientes e familiares ao promotor Martin Albino Jora, a 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, ao Conselho Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde e ao Poder Executivo.
Na Sessão Ordinária desta segunda-feira (24), consternados, os vereadores manifestaram-se na tribuna e solicitaram explicações dos responsáveis do hospital, do Poder Executivo e da empresa terceirizada que faz a contratação dos profissionais.
Em sua fala na tribuna, a vereadora Cristina Rohde (PSDB), ressaltou que a população está cobrando um posicionamento e se demonstrou chocada com os acontecimentos, “nos deparamos com essa situação em nosso município que poderia ter sido trágica, se este médico tivesse tratado essas crianças como ele queria. Precisamos saber quem são esses profissionais antes de sua contratação”. Conforme a vereadora, é preciso cobrar um posicionamento do Executivo e buscar os responsáveis pelas contratações feitas pela casa de saúde.
O vereador Celso Gehres (P) pontuou a preocupação de termos familiares nas mãos de profissionais sem a mínima responsabilidade, “lamentamos, pois somos parceiros da casa de saúde, repassamos recursos através de emendas, da mesma forma que o Executivo e queremos, no mínimo, uma explicação sobre os acontecimentos”.
No grande expediente, a vice-presidente do Legislativo, Ginevra da Silveira, também demonstrou sua consternação com os acontecimentos e solicitou o envio de oficio ao hospital, para que seja enviada uma cópia do contrato da equipe de pediatras, “esperamos que desta vez o Ofício seja respondido, já que o outro que enviamos no início do ano não foi e vamos pedir, oficiar novamente e estamos unidos para buscar alguma solução” ponderou.
Rui Beise (PSB) também demonstrou sua indignação com a situação, “o Conselho de Saúde tem o dever de pedir a cassação de sua licença de ser médico, é o mínimo”. O vereador reforça a fala dos demais de que atitudes devem ser tomadas com urgência.
A vereadora Jaira Diehl (PTB) apontou o quão grave foi a situação, também afirmou que uma tragédia maior poderia ter acontecido e solicitou via oficio tanto a cópia do contrato com a empresa que realiza as contratações quanto do registro profissional do médico. “Dessa forma, esta Casa fará a denúncia ao Conselho Nacional de Medicina, pois este cidadão não tem condições de exercer a medicina”, enfatizou.
Ao final das manifestações, o presidente do Legislativo Alan Wagner foi à tribuna para questionar sobre o ocorrido e ressaltou que não justifica o fato da contratação ter sido feita por empresa terceirizada, uma vez, que muitos setores e empresas trabalham dessa forma e que isso não justifica a conduta do médico. Também solicitou envio de ofício que dê ciência de quem era o responsável pelo hospital naquele momento, “houve uma negligência, se o diretor do hospital não estava, alguém deveria estar. E quem era esse responsável e como deixou esse médico trabalhar nas condições em que estava?”, questionou.
Conforme destacou ainda, “a Câmara de Vereadores, através de todos os vereadores estão fazendo seu papel. Nós como Poder Legislativo vamos conversar com o prefeito sobre essa situação e tem que ser mudado”, pontuou Alan.
O Poder Legislativo de Candelária repassa recursos e aprova todos os projetos do hospital, visando oferecer uma condição de saúde digna para a população do município e da região que utilizam os serviços e irá cobrar dos responsáveis as melhorias e a devida punição para profissionais com condutas errôneas e, se posiciona a favor de todas as pessoas que foram, de alguma forma, lesadas nesta e em outras situações na casa de saúde.