O secretário de Indústria, Comércio e Habitação do município Jorge Willian Feistler esteve na Câmara na última segunda-feira (14) para conversar com os vereadores sobre as ações realizadas por sua pasta. Feistler iniciou falando sobre a estrutura da secretaria, que está em novo endereço, na Avenida Pereira Rego, nº 1.860, e conta com departamento de Indústria e Comércio, Habitação e o Sine, reunindo oito servidores. Este ano, Candelária foi inclusa no programa de Microcrédito Gaúcho, já tendo sido solicitados 104 créditos para empreendedores, com 88 deles beneficiados e R$ 540 mil liberados. Pensando no desenvolvimento industrial da cidade, foi proposta pelo executivo a alteração da lei de incentivos às indústrias, aprovada pelos vereadores em 24 de julho. Além disso, o secretário salientou a necessidade de apresentar Candelária, como já foi feito em empresas como a Cosuel, Beira Rio, Mohr e Fruki, o que teve um importante resultado - em breve a Beira Rio estará instalada em Candelária, transformando-se na maior indústria da cidade. Para isso, um material gráfico foi confeccionado, mostrando as características e os motivos para investir em Candelária.Empregos - Conforme dados do secretário Jorge Willian Feistler, de janeiro a setembro o Sine atendeu 10.078 pessoas, entre procura de vagas, confecção de documentos, informações e cadastros. Deste número, 2.072 foram encaminhados para vagas de empregos (média de 230 encaminhamentos ao mês) e 1.208 colocados no mercado formal de trabalho. Feistler salientou ainda que 346 pessoas de Candelária deslocam-se para trabalhar em outras cidades, como Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Lajeado. Foram emitidos, de acordo com o secretário, 1.264 documentos de identidade e 594 carteiras de trabalho no município nesse período.Habitação - O motivo do convite dos vereadores ao secretário de Comércio, Indústria e Habitação foi buscar esclarecimentos sobre a paralisação nas obras das casas populares que estão sendo construídas no bairro Rincão Comprido e a regularização que está sendo feita na localidade do Pinheiro. Primeiramente, o secretário comentou sobre a necessidade de regularização fundiária de imóveis no bairro Princesa, no local conhecido como Bico do Arado, e, ainda, no bairro Ewaldo Prass, num processo que, segundo ele, deve ser mais lento. No local, já estão sendo realizadas obras de calçamento e será construído um posto de saúde.Sobre o Pinheiro, uma área de 3,5 hectares de propriedade do município é ocupada por mais de 30 famílias. Conforme o secretário, o Serviço de Registros Públicos do município está trabalhando para regularizar as áreas, sendo que alguns dados já estão sendo repassados ao executivo, que espera em breve poder entregar os documentos de propriedade aos moradores, que há mais de um ano esperam a regularização prometida. Feistler deu ênfase a dois grandes projetos habitacionais em andamento em Candelária - um deles é a construção de 40 unidades habitacionais no bairro Rincão Comprido, com cada moradia medindo 38,62 m² e um valor total de R$ 1.507.945,70, sendo que R$ 690.900,00 são oriundos do governo federal e a contrapartida do município no valor de R$ 295.820,70. São, ainda, contrapartidas do município R$ 489 mil para bens e serviços e R$ 32.225,00 para trabalho técnico social. A vencedora da licitação foi a empresa OPC Construções Ltda, de Sobradinho, e o valor licitado foi de R$ 986.720,70, sendo que R$ 100 mil já foram pagos à empresa. Essas moradias fazem parte do programa Gestão da Política de Desenvolvimento, do governo federal. O secretário justifica a paralisação das obras em função de um atraso no repasse dos recursos por parte da Caixa Econômica Federal (CEF). "O nosso interesse é entregar essa obra o quanto antes. Já renovamos essa obra e pelo jeito teremos que renovar por mais um período. Esperamos que nos próximos dias a situação consiga se regularizar", destacou. Além disso, o secretário ressaltou enfrentar problemas com a empresa contratada, que não teria um número suficiente de funcionários para dar conta da obra - a OPC também é responsável por outras grandes obras que estão sendo realizadas em Candelária, como o posto de saúde do bairro Rincão Comprido, o hospital e obras de pavimentação em diversas ruas. "Eu tinha a esperança de poder, até o final do ano, entregar as casas, mas do jeito que está, com atraso da Caixa e atraso da empreiteira, fica um pouco complicado", frisou. O outro grande projeto de habitação em Candelária é no bairro Ewaldo Prass, onde será aberta uma rua para a construção de 49 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa Minha Vida, com 42 m² cada. O investimento será de R$ 2.160.190,00, com recursos do governo federal e contrapartida do município no valor de R$ 45 mil, além da área. Para o início das obras, ainda falta a licença de instalação da Fepam, sendo que o recurso já está liberado no Ministério das Cidades. A empresa contratada para a construção das casas será a Novitá, de Seberi. Para agilizar os trâmites, o executivo decidiu pedir o arquivamento do processo junto à Fepam e pedir a licença de instalação ao setor de meio ambiente do município.