Presidente da Câmara fala sobre descaso do governo federal com o SUS
Presidente da Câmara fala sobre descaso do governo federal com o SUS
PUBLICADO EM 12/04/2013 - 00:00
Durante esta semana, em que houve uma mobilização em todo o país - dia 8 de abril - pedindo mais atenção do governo federal com os hospitais filantrópicos e o Sistema Único de Saúde (SUS), o presidente da Câmara Cristiano Becker comentou sobre o assunto durante a sessão plenária da última segunda-feira (08). Segundo ele, mais de 2.000 estabelecimentos participariam das mobilizações organizadas para cobrar mais recursos federais, com o objetivo de garantir o pleno funcionamento do SUS, de forma universal e gratuita e sem qualquer nível de restrição aos seus usuários. O presidente aproveitou a sessão e entregou aos colegas vereadores formulários para um grande abaixo-assinado, cujas assinaturas buscam o investimento, por parte do governo federal, de 10% de seu orçamento na saúde pública, além de reajustar em 100% os valores dos procedimentos praticados pelo SUS. "O governo federal aplica menos do que deveria e transfere a responsabilidade aos municípios e estados. A cada R$ 100,00 que uma instituição filantrópica gasta com o SUS, somente R$ 65,00 são devolvidos pelo governo federal", salientou. Cristiano, ainda, destacou que em 2005, a dívida dos hospitais era de R$ 1,8 bilhão, em 2009 de R$ 5,9 bilhões e a previsão é de que no final de 2013 a dívida chegue perto de R$ 15 bilhões. Com essa baixa remuneração, a consequência é a falta de atendimentos. No Brasil, 4,5 milhões de pessoas com diabetes deixam de ser atendidas, 90 mil pessoas com câncer não conseguem fazer as sessões de quimioterapia ou radioterapia, 3 milhões de obesos não são atendidos. Três mil novos casos de AIDS a cada ano e 4 milhões infectados pelo vírus da hepatite C não conseguem ser atendidos. 50% das gestantes não conseguem fazer um pré-natal completo, 70% das mulheres não têm acesso ao exame de mamografia e 3.500 pessoas morrem a cada ano por não poderem realizar hemodiálise, além da superlotação das emergências, que também compromete os atendimentos aos usuários do SUS. Depois da entrega dos formulários, o presidente pediu que cada um faça sua parte e colha o máximo possível de assinaturas. "Porque esse abaixo-assinado visa a aprovação de um projeto que obriga a aplicação de 10% do orçamento bruto do governo federal na saúde. Todos os municípios estão colhendo assinaturas e devemos fazer nossa parte, não só na tribuna, mas buscando essas assinaturas para que sejam enviadas para a aprovação do projeto", finalizou.

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