A problemática do aumento da violência doméstica é uma questão muito séria e preocupante, que vem sendo pautada nas Sessões da Câmara de Vereadores. Em março, o Legislativo recebeu a capitã da Brigada Militar de Candelária, Bruna Simon, que trouxe dados relativos ao município.
Diante dos inúmeros casos de feminicídio ocorridos no estado nas últimas semanas, o vice-presidente do Legislativo, Márcio Bataioli (PL), apresentou na Sessão Ordinária desta segunda-feira (28), a Indicação que institui o projeto “Maria da Penha presente na escola".
Conforme o vereador, “nos últimos anos, os casos de violência contra as mulheres tiveram um aumento significativo, tanto em nível municipal, quanto estadual, sendo comuns as notícias de agressões psicológicas e físicas, inclusive feminicídios”, esclareceu.
A matéria destaca o cenário preocupante, na medida em que, comprova a falta de orientações e ensinamentos das pessoas, especialmente dos homens, fazendo com que a situação possa se agravar com o tempo.
Com o objetivo de contribuir com o cessar da escalada de violência e, posteriormente, reduzir os índices, se torna necessário fomentar reflexões e debates sobre a igualdade de gênero, os direitos humanos e a prevenção da violência.
Márcio destacou que “o projeto ‘Maria da Penha Presente na Escola’, é destinado a conscientizar e sensibilizar os estudantes, professores e demais membros da rede pública municipal de ensino, sobre o respeito mútuo, a não violência e a importância de denunciar casos de violência contra a mulher”, frisou.
Dessa forma, destaca-se a realização de um trabalho junto às crianças, para que possa se esperar a formação de uma sociedade mais igualitária, que respeita as mulheres e conhece as garantidas trazidas na Lei Maria da Penha, bem como, também se almeja a gradual redução dos indicadores de violência.
Dentre as formas de agressão, estão as agressões físicas, psicológicas, verbais ou até mesmo abuso sexual dentro do ambiente familiar ou de convivência, que podem estar relacionados a diversos fatores. É importante lembrar que a violência doméstica é uma violação dos direitos humanos e que existem leis e serviços de apoio para ajudar as vítimas a se protegerem e buscarem ajuda.
Por Maieve Soares/Assessora de Imprensa Câmara de Vereadores