Atendendo a pedidos dos vereadores, o gestor presidente do Hospital de Candelária, Aristides Feistler, esteve na Câmara falando sobre o último ano, em que vigora o decreto n° 756, assinado em 1° de abril de 2013, que determinou a intervenção do executivo na entidade. Conforme documento apresentado por Aristides, atualmente, o Hospital oferece serviços de internações clínicas e cirúrgicas, obstetrícia, pediatria, atendimentos ambulatoriais, saúde mental, pronto atendimento 24 horas, exames de radiologia, mamografia, eletrocardiograma, ultrassonografia e consultas médicas em clínica geral, obstetrícia, ginecologia, cardiologia, otorrinolaringologia e oftalmologia. "Desde que chegamos ao Hospital, temos um resultado positivo de R$ 429 mil em 2013. Hoje, as cirurgias eletivas são uma realidade, somos referência para todos os municípios da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde em otorrinolaringologia e otoneurologia e temos o projeto de ser referência também em proctologia e urologia", destacou. Sobre o número de funcionários, são 127, com um corpo clínico de 23 médicos, dois fisioterapeutas e psicólogo. Salientou, ainda, que a entidade conta com 105 leitos, duas salas cirúrgicas, duas de parto e outras duas para atendimentos ambulatoriais, além de cozinha, refeitório, almoxarifado, lavanderia, administração, postos de enfermagem e os setores de recepção, secretaria, diretoria, farmácia, setor de compras, manutenção, enfermagem, saúde mental, internação, diagnose, nutrição e dietética, higienização, lavanderia, manutenção e radiologia.Entre as principais medidas tomadas pela atual gestão ao assumir o Hospital, Aristides destacou o aumento do número de internações e atendimentos ambulatoriais, a manutenção de todos os contratos e convênios da entidade, o credenciamento de novos médicos, a conclusão do prédio destinado ao serviço de saúde mental, a implementação de um sistema integrado de informática, busca de parcerias para os atendimentos de oftalmologia e otorrinolaringologia, pagamento em dia dos funcionários, e a manutenção de dez leitos de UTI. BANCO DE SANGUE - Em sessões passadas, o vereador Celso Gehres comentou sobre o banco de sangue que existia em Candelária. Sobre isso, questionou o gestor do Hospital sobre a possibilidade de instalação da estrutura no município. Atualmente, quem se dispõe a doar sangue precisa ir até Venâncio Aires, que possui um Hemocentro regional. Conforme Aristides, a ANVISA não permite mais o funcionamento de bancos de sangue, somente os hemocentros, que fazem a classificação e processamento do sangue, com funcionamento 24 horas. O custo elevado para instalação e a falta de demanda de Candelária para manter um hemocentro também são empecilhos. De acordo com o gestor, o hemocentro de Venâncio Aires está habilitado junto à secretaria de Saúde do Estado e garante o sangue para Candelária, que tem direito a 32 bolsas por mês. Além disso, a secretaria de Saúde do município disponibiliza, todas as quartas-feiras, um veículo para quem deseja doar sangue em Venâncio Aires. PLANTÃO E EXAMES - Questionado pelo vereador Marco Antônio Larger sobre os plantões no Hospital, Aristides salientou que a maioria deles é de 12 horas, embora também possam ser feitos a cada 6 horas. Nos finais de semana, alguns médicos vêm de fora do município, então o plantão pode ser de 24 horas. "Tenho feito malabarismo para tentar fechar a agenda e nunca deixar faltar médico", ressaltou. O gestor ainda comentou sobre o número de atendimentos, que em abril de 2014 chegou a 1.523, embora muitos dos atendimentos pudessem ser feitos nas unidades de saúde. Todas as pessoas que vão buscar atendimento no Hospital são avaliadas e é verificada a ordem de classificação de risco, o que define a ordem do atendimento. Conforme Aristides, o serviço está sendo feito e é intenção da instituição ofertá-lo, cada vez mais, com qualidade e eficiência. Sobre os exames realizados pelo Hospital, comentou que quando o paciente está internado e é preciso realizar algum procedimento, a instituição autoriza e paga pelo exame. "As pessoas internadas têm um diagnóstico, se o médico assistente pede o exame, a gente tem autorizado", frisou. SALÁRIOS - De acordo com o gestor presidente, o Hospital ainda possui dívidas com o INSS e FGTS, mas o mesmo ressaltou que desde que assumiu a entidade, esses tributos, benefícios do servidor, estão sendo recolhidos, além dos salários que se encontram devidamente em dia. "De 2009 a 2013 os encargos do FGTS não foram recolhidos, mas estamos renegociando essa dívida junto ao governo federal, através do Pró-SUS. O Hospital está tentando se habilitar para um parcelamento único de toda sua dívida com a receita", destacou. FUTURO DO HOSPITAL - Várias reorganizações estão sendo feitas no Hospital. De acordo com Aristides, está sendo revitalizado o local onde funcionava o setor de saúde mental dentro do prédio, que em breve abrigará uma nova pediatria. Além disso, serão utilizados recursos da consulta popular para reformular a recepção do hospital e outros R$ 200 mil para mudar uma das enfermarias e deixar o atendimento mais humanizado. Consta também nos planos da instituição a ampliação do bloco cirúrgico. "Com os recursos que temos programado, vamos honrar com todos os compromissos assumidos, dentro da previsão do término do decreto, 30 de março de 2015", reforçou. Sobre o futuro do Hospital, Aristides comentou que é importante que se reflita sobre de quem é o Hospital e ter a clareza de que ele é público e da comunidade e para ela deve ser prestado um serviço com eficiência. "Porque todos os investimentos que são feitos no Hospital são recursos públicos, oriundos dos governos municipal, estadual e federal. Hoje, por exemplo, mais de 90% da nossa receita é do Sistema Único de Saúde", frisou. Conforme Aristides, a única diferença entre os atendimentos privado e público é a questão da hotelaria, pois os pacientes conveniados solicitam quartos privativos ou semiprivativos. "A taxa de ocupação do ambulatório é de 96% somente para o SUS. Temos muitos exemplos de hospitais que oferecem um serviço de qualidade que são 100% SUS e é isso que queremos fazer com o nosso hospital. Mas é uma questão a ser pensada com toda a sociedade", finalizou.