A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do CRAS realizou, nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, a segunda etapa de oitivas destinadas a apurar as circunstâncias relacionadas à demolição do prédio onde funcionava o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no Bairro Ewaldo Prass, em Candelária.
Os trabalhos ocorreram no Plenário 7 de Julho e contaram com a presença dos cinco integrantes da comissão: o presidente, vereador Jair Joel Radtke; o relator, vereador Ismael Soares; e os vereadores Cezar Pohlmann, Ginevra Haubert da Silveira e Márcio Bataioli.
Nesta etapa, foram ouvidas cinco testemunhas: Carla Martin Goelzer, ex-secretária municipal de Educação; Andrea Berle, diretora da Secretaria Municipal de Educação e Desporto; Petielle Cardoso de Oliveira, diretora do Departamento de Desenvolvimento e Acompanhamento de Projetos; Jefferson Henrique Soares Weirich; e Aldino Hoppe, engenheiros civis da empresa vencedora para a realização da obra.
A sexta testemunha convocada, Carlos Montiel, servidor da Secretaria Municipal de Assistência Social, não compareceu à oitiva e apresentou atestado médico para justificar a ausência.
Defesa apresenta contradita
Durante a reunião, a defesa da investigada Alexandra Bini, representada pelos advogados Paulo Renato Ribeiro e Paula de Moura Ribeiro, apresentou contradita em relação às depoentes Andrea Berle e Petielle Cardoso de Oliveira, em razão de ambas exercerem funções de confiança junto ao Poder Executivo Municipal.
Diante da contradita, as duas foram ouvidas na condição de informantes.
Entre os registros solicitados durante as oitivas, a vereadora Ginevra Haubert da Silveira pediu que constasse em ata a declaração de Carla Martin Goelzer de que a Escola Cristiano Graeff havia encaminhado ofício solicitando a utilização do prédio onde funcionava o antigo CRAS para a ampliação das atividades escolares.
O vereador Ismael Soares também solicitou o registro da declaração de Andrea Berle de que o vice-prefeito não estava presente na reunião em que teria sido discutida a solicitação de utilização do prédio pela Escola Cristiano Graeff.
Já o vereador Márcio Bataioli solicitou que sejam requisitadas ao Poder Executivo Municipal as medidas do prédio onde funcionava o CRAS, bem como as dimensões do terreno onde o imóvel estava localizado.
Prefeito e investigada serão ouvidos em outra data
Conforme informado pela presidência da CPI, esta segunda etapa foi destinada à oitiva das testemunhas. Em atendimento a requerimento apresentado pela defesa, a investigada Alexandra Bini e o prefeito municipal, Nestor Rubem Ellwanger, serão ouvidos em outra data, ainda a ser definida pela comissão.
A CPI segue com os trabalhos de apuração, análise dos depoimentos e dos demais documentos e informações que integram o processo. Até o momento, não há conclusão da comissão sobre as circunstâncias relacionadas à demolição do prédio do CRAS.





