A Câmara de Vereadores de Candelária realizou, nesta segunda-feira, dia 26, sessão ordinária com a apreciação de projetos de lei e a votação de matérias relacionadas à administração municipal. Entre os destaques, estão a aprovação do Projeto de Lei nº 014/2026, que institui a Semana Municipal de Doação de Sangue, Órgãos, Tecidos e Medula Óssea, e a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do CRAS.
De autoria do vereador Ismael Soares, o PL nº 014/2026 estabelece a realização de uma semana municipal dedicada à conscientização e ao incentivo à doação de sangue, órgãos, tecidos e medula óssea.
Também receberam parecer favorável dos vereadores o PL nº 131/2026, do Poder Executivo, que autoriza a abertura de crédito adicional suplementar de R$ 5 mil no orçamento municipal de 2026; o PL nº 134/2026, que prevê a contratação emergencial e temporária de dois auxiliares de apoio à inclusão escolar para atuação nas escolas municipais; e o PL nº 135/2026, referente à contratação de técnicos de enfermagem.
A pauta incluiu ainda o PL nº 136/2026, que trata da contratação emergencial de uma cirurgiã-dentista para atuar em uma unidade vinculada à Secretaria Municipal de Saúde.
Os parlamentares também apreciaram a Mensagem de Veto à Emenda nº 001 ao PL nº 112/2026, que institui a Política de Rastreamento e Monitoramento por Telemetria da Frota Municipal. As vereadoras Jaira Diehl e Ginevra da Silveira e o vereador Vanderlei dos Santos votaram contra o veto.
CPI do CRAS tem prazo de trabalho prorrogado
Outro destaque da sessão foi a aprovação unânime do Requerimento nº 8/2026, que solicita a prorrogação dos trabalhos da CPI responsável por investigar as circunstâncias da demolição do antigo prédio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Candelária.
A solicitação, assinada pelos integrantes da comissão, recebeu o voto favorável dos nove vereadores presentes à votação: Jair Radtke, Marcio Bataioli, Mateus Bock, Ginevra da Silveira, Vanderlei dos Santos, Cezar Pohlmann, Ismael Soares, Jaira Diehl e Marcelinho. A presidente da Câmara, vereadora Cristina Rohde, não participou da votação por estar na condução dos trabalhos.
Conforme a justificativa apresentada, a prorrogação é necessária para possibilitar a oitiva de novas testemunhas, oferecer nova oportunidade aos investigados que não compareceram aos depoimentos realizados na quinta-feira, dia 22, e aguardar respostas aos ofícios encaminhados à Prefeitura, ao Governo do Estado, à empresa responsável pelas obras do novo prédio e ao Registro de Imóveis.
A comissão também busca esclarecer questões relacionadas à ausência de laudo técnico e de autorização formal para a demolição, à destinação dos materiais retirados da estrutura e à situação registral do imóvel.
Com a aprovação do requerimento, a CPI poderá dar continuidade às diligências necessárias para aprofundar a apuração dos fatos.




