Afloramento Botucaraí: uma janela para a pré-história que precisa ser preservada
Debate apontou a criação de Monumento Natural como alternativa para garantir a conservação do local
PUBLICADO EM 11/02/2026 - 15:14

O Plenário 7 de Julho recebeu autoridades, representantes de entidades e a comunidade em geral para um importante debate sobre o patrimônio do Afloramento Botucaraí. A palestra foi ministrada pelo geólogo Dr. Bruno Ludovico Dihl Horn, do Serviço Geológico do Brasil, em iniciativa promovida pela Curadoria do Municipal Aristides Carlos Rodrigues, com apoio da Câmara de Vereadores de Candelária.
Durante sua explanação, o geólogo destacou que Candelária é detentora de um patrimônio de relevância internacional ao se referir ao afloramento localizado às margens da RSC-287, na base do Morro Botucaraí. Segundo Horn, o local concentra algumas das principais riquezas geológicas e paleontológicas do município, projetando o nome de Candelária no cenário mundial entre pesquisadores da área. Ele ressaltou que o afloramento é um verdadeiro “escritório a céu aberto” e merece total preservação, alertando que a ação do tempo, os processos erosivos e até mesmo a vegetação indevida podem comprometer sua integridade. Ao concluir, reforçou que o Afloramento Botucaraí é uma verdadeira janela para a pré-história, cuja preservação é de suma importância.
O curador do Museu Municipal, Carlos Rodrigues, também contribuiu com o debate, ressaltando inicialmente que, conforme informações repassadas pelos responsáveis, as obras de duplicação da RSC-287 não deverão causar prejuízos ao local. Ainda assim, manifestou preocupação quanto à necessidade de garantir proteção efetiva à área, sugerindo sua inclusão como Monumento Natural, como forma de assegurar sua conservação.
Carlos reforçou que o afloramento já serviu de base para estudos de inúmeros cientistas e profissionais, que ao longo dos anos elevaram o nome de Candelária em razão de sua riqueza fossilífera. Destacou ainda que os órgãos públicos têm a responsabilidade de não permitir que essa importante “janela” da ciência se perca.
Ao final do encontro, presidentes de conselhos, representantes de entidades e dos poderes públicos municipais manifestaram interesse em dar continuidade às tratativas para viabilizar a legalização da área como Monumento Natural, com a previsão de novos encontros ao longo do ano.
Encerrando a programação, foi realizada a entrega da Medalha “O Candelária” ao geólogo Dr. Bruno Ludovico Dihl Horn. A honraria foi entregue pelo vice-presidente da Câmara, Jair Rathke, pelo vereador Mateus Böck e pelo curador do Museu, Carlos Rodrigues. A distinção, conforme a Lei Municipal nº 2.262, é concedida a pessoas que contribuíram significativamente para a formação e a divulgação do patrimônio fossilífero do município.
 

Assessoria de Imprensa

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