Em 4 de julho, acordo entre o governador da Província do Rio da Prata e a Companhia de Jesus.
História do Município
História de Candelária
Das reduções jesuíticas do século XVII à emancipação em 1925: a trajetória de um território que é depositário de fósseis pré-históricos e tem uma rica história de ocupação humana.
A Redução Jesus Maria
O território, hoje reconhecido como um depositário de fósseis de animais pré-históricos, também tem na ocupação humana uma trajetória histórica muito rica. A história de Candelária remonta a novembro de 1633, data estimada da fundação, pelo jesuíta espanhol Pedro Mola, da Redução Jesus Maria. Situada no local hoje conhecido como Trincheira, na localidade de Linha Curitiba, a cerca de 3,5 km da cidade, a povoação de indígenas é uma das 18 fundadas na primeira fase das reduções. Elas surgiram em decorrência do acordo firmado, em 4 de julho de 1626, entre o então governador da Província do Rio da Prata e a Companhia de Jesus.
A Redução Jesus Maria é a que mais prosperou entre todas da primeira fase. Estima-se que tenha abrigado uma espécie de cidade, formada por aproximadamente seis mil índios. Este contingente da nação Tupi-Guarani apresentava condições de vida bastante favoráveis, pelo menos no aspecto da subsistência. Além de se dedicar à agricultura, cultivando produtos como trigo, milho e mandioca, os índios possuíam grandes rebanhos de bovinos, suínos e ovinos. Por seu grande porte, a redução candelariense acabou sendo alvo da ação dos bandeirantes paulistas, que desciam ao sul com o objetivo de aprisionar índios e transformá-los em escravos.
Tal circunstância tornou marcante o sistema de defesa montado pelos jesuítas em Jesus Maria, não só no que diz respeito às fortificações (trincheira e paliçadas) e armamentos, como no adestramento militar ministrado aos índios por especialistas em operações de guerra. Isto justifica como foi possível para padres e índios resistirem à poderosa bandeira do bandeirante Raposo Tavares durante seis longas horas (das 8h da manhã às 14h). A batalha que pôs fim à Redução Jesus Maria foi travada no dia 3 de dezembro de 1636, encerrando com requintes de heroísmo o primeiro capítulo da história de Candelária.
Em novembro, data estimada, pelo jesuíta espanhol Pedro Mola.
Em 3 de dezembro, a batalha contra a bandeira de Raposo Tavares.
A redução candelariense
Alguns dados que mostram o porte e a resistência da Redução Jesus Maria.
Jesus Maria é uma das 18 povoações fundadas na primeira fase das reduções, e a que mais prosperou entre todas.
Uma espécie de cidade formada por aproximadamente seis mil índios da nação Tupi-Guarani.
Padres e índios resistiram à bandeira de Raposo Tavares das 8h da manhã às 14h.
Novas terras e o crescimento da povoação
Já em 1862, João Kochenborger e Jacob Welsch, filhos de imigrantes alemães que moravam em Rio Pardo, decidiram tentar construir a vida em novas terras. João Kochenborger passou a residir na atual Linha Curitiba e, anos depois, construiu o aqueduto, que conduzia água captada no Arroio Molha Grande para mover um engenho de serra e um moinho de milho e trigo. Jacob Welsch foi morar onde hoje é a rua Dr. Middendorf, logo depois adquiriu terras na Linha Passa Sete, onde se estabeleceu, criou sua família e viveu o resto da vida.
O crescimento da povoação foi rápido, não só a pecuária dava suporte à economia, mas também a agricultura passou a ser preponderante. O comércio crescia e surgiam as primeiras indústrias. Foi tão significativo o desenvolvimento que, em 9 de maio de 1876, o distrito foi elevado para a categoria de Freguesia, com invocação de Nossa Senhora de Candelária. Quando chegou o século XX, o núcleo urbano já contava com cerca de 150 moradores, a maioria estabelecida ao longo da rua do comércio, que hoje é a nossa Avenida Pereira Rego.
João Kochenborger e Jacob Welsch, filhos de imigrantes alemães de Rio Pardo.
Em 9 de maio, o distrito foi elevado à categoria de Freguesia de Nossa Senhora de Candelária.
Cerca de 150 moradores, a maioria ao longo da atual Avenida Pereira Rego.
Nasce o município de Candelária
Do movimento republicano de 1924 ao decreto de criação, em 7 de julho de 1925.
1924
Movimento emancipacionista- Reuniões no Clube Rio Branco marcavam a tentativa dos republicanos de emancipar Candelária.
- Foi um movimento precedido de medidas criteriosas, orientadas pelo Coronel José Antônio Pereira Rego, chefe da política republicana de Rio Pardo.
- Contava também com o apoio do então Presidente do Estado e chefe do Partido Republicano, Dr. Borges de Medeiros.
7 de julho de 1925
Criação do município- Data do decreto de criação de Candelária.
- Nesta data, o presidente do Estado, Borges de Medeiros, nomeava o intendente para o município criado, o Sr. Albino Lenz.
- Nascia um município com vocação para o desenvolvimento.
Última atualização: 06/10/2026 às 10:23



